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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Correios anuncia concurso com 2 mil vagas para onze estados


Manaus - Os Correios anunciou, nesta terça-feira (28), que prepara concurso público com 2 mil vagas para preenchimento de vagas e formação de cadastro reserva dos cargos de carteiro e operador de triagem e transbordo (OTT). O Amazonas está entre os onze estados em que estão com oportunidades oferecidas pelo certame. Segundo o órgão, o edital passa por ajustes e deve ser divulgado nas próximas semanas. Desse total de vagas, 10% serão reservadas para pessoas com deficiência (PCD) e 20% para pessoas pretas e pardas (PPP). Estão previstos para os candidatos aprovados nas provas de conhecimento a realização do teste de esforço e, posteriormente, o exame médico admissional. Nos demais Estados, a empresa possui cadastro reserva do concurso de 2011, ainda vigente.

O salário inicial para os operadores de triagem e transbordo, somado à gratificação (GIP), chega a R$ 1.284,00. No caso dos carteiros, soma-se ainda o adicional de distribuição, elevando a remuneração para R$ 1.620,50. Além disso, os admitidos terão benefícios como vale alimentação/refeição (de R$ 971,96 a R$ 1.092,48), vale-transporte, auxílio-creche ou auxílio babá, além de adicionais - de acordo com o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) - e a possibilidade de adesão ao Plano de Previdência Complementar. A previsão é que a empresa divulgue os demais detalhes sobre o concurso até o final do próximo mês.

FONTE: http://new.d24am.com/noticias/concursos/correios-anuncia-concurso-2-vagas-para-onze-estados/137696

Falha no Android permite hackear smartphone através de mensagem, alerta empresa


Uma falha no sistema operacional Android, do Google, utilizado pela maioria dos smartphones, permite que hackers invadam os aparelhos por intermédio de uma simples mensagem, advertiu, na última segunda-feira, a empresa de segurança Zimperium. "Os hackers não precisam de nada além que seu número de telefone, e podem executar programas remotos através de um arquivo especialmente desenhado para tal e enviado por MMS", uma mensagem de texto com conteúdo multimídia, explica Zimperium em seu blog.

A empresa adverte que a mensagem utilizada no ataque pode ser apagada antes mesmo que o dono do smartphone a perceba. A falha está em uma função chamada "Stagefright", que descarrega automaticamente os arquivos de vídeos agregados aos textos para evitar que os destinatários tenham que esperar para vê-los. Os hackers descobriram que podem ocultar programas nestes arquivos de vídeo, que são ativados mesmo que o destinatário não leia a mensagem, detalha Zimperium. "Estas falhas são extremamente perigosas porque não dependem de uma ação da vítima".

Zimperium lembra que 95% dos smartphones operam com Android, o que coloca cerca de 950 milhões de aparelhos em risco. A empresa destaca que informou o Google sobre o problema e lhe enviou atualizações de segurança para corrigir o erro, "mas isto é apenas o início do que será um longo processo de atualização". As atualizações do Android nos aparelhos que usam o software são controladas pelos fabricantes de smartphones ou pelas operadoras de telefonia.

FONTE: http://new.d24am.com/noticias/tecnologia/falha-android-permite-hackear-smartphone-atraves-mensagem-alerta-empresa/137693

TJAM rejeita recurso do MP e ações de Adail serão julgadas em comarca de Coari


Manaus - O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu, ontem, encaminhar o Processo 0003606-63.2014.8.04.0000, para a Comarca de Coari. O processo trata da acusação contra o ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro (PRP) e mais cinco pessoas, responsáveis por gerenciar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Os desembargadores rejeitaram um agravo regimental movido pelo Ministério Público do Estado (MP-AM). Os embargos eram uma tentativa do MP de impedir o envio do processo a Coari, como havia solicitado o desembargador Rafael Romano, ao se declarar impedido de dar seguimento ao processo, devido Adail ter tido o mandado de prefeito cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em fevereiro deste ano. 

Adail perdeu o direito ao foro privilegiado e, por isso, a ação movida contra ele deveria retornar ao 1º Grau. O desembargador Mauro Bessa ficou responsável pela análise do agravo. Ele votou pela rejeição do recurso e foi acompanhado pelos 14 desembargadores presentes na sessão do TJAM. O agravo estava há mais de três meses aguardando para ser votado pelos desembargadores. A decisão foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter encaminhado uma recomendação ao Tribunal de Justiça do Amazonas para encaminhar o processo a Coari, a informação foi confirmada pelo advogado de Adail Pinheiro, Fabrício de Mello.  Fabrício disse que o STJ teve conhecimento que o MP deu entrada em um recurso especial para impedir o envio do processo à Comarca de Coari e, como isso, estava atrasando o processo, decidiu enviar a recomendação.

FONTE: http://new.d24am.com/noticias/politica/tjam-rejeita-recurso-acoes-adail-serao-julgadas-comarca-coari/137708

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Concursos do Banco do Brasil e da Amazônia têm vagas locais e oferecem 357 vagas


Manaus - Os Bancos do Brasil e da Amazônia ofertam 357 vagas em concursos públicos para quem tem o Ensino Médio, Médio/Técnico e Superior. Há vagas para inicio imeditado e formação de cadastro. Os salarios variam de R$ 1.2 mil a R$ 3.8 mil. 

O BB abriu 300 vagas, destas, 177 são para o cargo de Analista de Operações, é necessário ter Ensino Superior em qualquer área. O salário é de R$ 3,8 mil mensais. Outras 123 vagas são para o cargo de Técnico de Operações. É exigido Ensino Técnico. As inscrições vão até 6 de agosto, no site do Instituto Quadrix

No Banco da Amazônia são 57 vagas imediatas. Das oportunidades, 56 são para a função de Técnico Bancário, que exige o nível Médio, com salário de R$ 1,9 mil e uma para Técnico Científico na área de Medicina.  As inscrições estarão abertas até o dia 17 de agosto, na página da Fundação Cesgranrio.

fonte: http://new.d24am.com/noticias/concursos/concursos-banco-brasil-amazonia-vagas-locais-oferecem-357-vagas/137601

Pesquisa da Fundação Tropical desenvolve remédio para curar a malária em um dia

De acordo com o pesquisador Wuelton Monteiro, integrante da equipe de gerência de malária da FMT-HVD, as pesquisas no Amazonas estão na última fase de execução

Em pouco tempo, uma dose única de medicamento será o suficiente para tratar a malária e prevenir futuras recaídas. É o que afirma um grupo de pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) que, numa pesquisa de escala mundial, pretende provar a eficácia na substituição da atual substância utilizada na rede de saúde por outra que elimina os sintomas em apenas um dia. Os resultados vêm se mostrando animadores para a ciência até o momento. O estudo é chamado de “multicêntrico” pelos estudiosos, visto que concentra, também, equipes do Peru, Índia, Bangladesh e Tailândia. No Brasil, as pesquisas envolvem centros de Manaus e Porto Velho, locais onde são registrados os maiores índices de malária da Região Norte.

De acordo com o pesquisador Wuelton Monteiro, integrante da equipe de gerência de malária da FMT-HVD, as pesquisas no Amazonas estão na última fase de execução. Monteiro explica que, para testar o comprimido, 150 pessoas foram recrutadas em Manaus para integrarem os estudos, que tiveram início em abril do ano passado. Conforme ele conta, essa última fase foi essencial para constatar a eficiência do medicamento. “Esses indivíduos foram acompanhados no estudo durante seis meses, quando, além de verificar se eles estarão protegidos das recaídas, verifica-se se esse tratamento não tem efeitos colaterais, que podem prejudicar o uso futuro dele”. Ainda segundo Monteiro, a pesquisa pode reduzir o tempo de tratamento da malária para um dia, após ser ingerida uma dose única. “O que a gente está tentando é diminuir o tempo desse tratamento. Com a tafenoquina substituindo a primaquina, a gente reduz o processo de sete dias para um único dia. Então o paciente receberia o diagnóstico no local, tomaria o comprimido e já ficaria livre dessas recaídas futuras”, explicou o pesquisador.

Combate rápido

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), iniciou neste mês o período de maior incidência da doença no Estado, transmitida pelo parasita Plasmodium vivax. O vírus responde por 90% dos casos registrados no Amazonas e anualmente inclina a rede de saúde a tomar medidas como borrifação intradomiciliar e distribuição de medicamentos. No entanto, o tratamento dura de 7 a 14 dias, tempo superior ao proposto na pesquisa. Para Monteiro, caso o comprimido seja aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a distribuição irá possibilitar a diminuição de casos de reinfecção em várias partes do mundo. Isso porque, segundo ele explica, a maioria dos casos de malária são reincidentes, ou seja, acontecem devido às recaídas. “Se ele mora numa área endêmica para malária onde há mosquitos e pessoas infectadas, ela possivelmente terá reinfecções. Então, se o medicamento vier a ser utilizado pelo sistema de saúde como tratamento de escolha, é muito provável que a gente tenha o controle da malária”, explicou ele. De acordo com o pesquisador, os resultados da fase 3 devem ser concluídos até o final de 2015, quando serão reunidos os dados dos outros quatro países que compõem o estudo.

Malária transmitida por mosquito vetor

O parasita Plasmodium vivax é responsável por 90% dos casos no AM. A transmissão se dá por meio de um mosquito vetor, que prolifera o parasita após ter picado uma pessoa infectada pela malária vivax. Os sintomas da doença incluem dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, calafrios, sudorese, náuseas, vômito e dor abdominal.Atualmente o esquema de tratamento da malária se dá por meio de medicação, variando de 7 a 14 dias. Áreas de invasão ou próximas de rios são as mais perigosas na transmissão da malária.

Vacina 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, na sexta-feira, o que pode se tornar a primeira vacina do mundo contra a malária. A dose, chamada Mosquirix, foi desenvolvida pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline e a PATH Malaria Vaccine Initiative. A OMS informou que irá começar uma avaliação em outubro sobre quando e onde a vacina poderá ser usada. A enfermidade infecta cerca de 200 milhões de pessoas por ano.

fonte: http://acritica.uol.com.br/amazonia/Manaus-Amazonas-Amazonia-Pesquisa-Fundacao-Tropical-desenvolve-remedio_0_1401459845.html

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pesquisadores da Nasa descobrem planeta “primo mais velho” da Terra

 

Brasília - A missão Kepler, da Nasa, confirmou hoje (23) a descoberta de um planeta de dimensão próxima à da Terra e que orbita uma estrela parecida com o Sol. O Kepler-452b está localizado em uma “zona habitável”, definição dada a áreas do espaço em volta de estrelas que têm temperatura parecida à da Terra e apresentam condições para a existência de água líquida na superfície de corpos celestes. “Podemos pensar no Kepler-452b como um primo mais velho e maior da Terra, que traz a oportunidade de entendermos a evolução do ambiente terrestre.”, declarou ao site da Nasa o pesquisador Jon Jenkins, líder da equipe que analisa os dados da sonda Kepler, telescópio espacial usado para exploração de planetas extrassolares. O diâmetro do Kepler-452b é 60% maior que o da Terra. A massa e a composição do planeta ainda não foram determinadas, mas as pesquisas apontam que o planeta é rochoso. A órbita do planeta em volta da estrela chamada Kepler-452, o sol do novo planeta descoberto, dura 385 dias. A estrela que o Kepler-452b orbita tem 6 bilhões de anos, 1,5 bilhões a mais que o Sol. A estrela é mais brilhante que o Sol, mas tem a mesma temperatura.

"É muito inspirador considerar que este planeta passou 6 bilhões de anos na zona habitável de sua estrela, período mais longo que o planeta Terra. É uma oportunidade substancial para o surgimento da vida, com todos os ingredientes e condições necessárias para que a vida exista neste planeta”, avalia Jenkins. Além do Kepler-452b, os cientistas apontaram 11 outros candidatos a gêmeos da Terra, exoplanetas com diâmetro entre uma e duas vezes o terrestre e que orbitam estrelas semelhantes ao Sol em tamanho e temperatura. O administrador do Diretório de Missões Científicas da agência, John Grunsfeld, lembrou que a descoberta do planeta primo da Terra ocorreu no vigésimo aniversário da descoberta que provou a existência de estrelas, que como o Sol, também abrigavam planetas. “Esse resultado excitante significa um passo a mais na descoberta de uma Terra 2.0”, avalia.

FONTE: http://new.d24am.com/amazonia/ciencia/pesquisadores-nasa-descobrem-planeta-primo-mais-velho-terra/137436

Ação para anular eleição em Coari já está na pauta do TRE-AM

Processo pelo vereador Iranílson Medeiros contesta a diplomação do atual prefeito, Raimundo Magalhães, ocorrida em 16 de abril

O julgamento do segundo processo que pede a anulação da eleição de Coari (a 374 quilômetro de Manaus) pode ser ocorrer na próxima sessão plenária do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) marcada para o dia 3 de agosto. Na terça-feira, o relator do caso, desembargador Mauro Bessa, determinou que o processo seja colocado na pauta da corte. De autoria do ex-presidente da Câmara Municipal de Coari, Iranilson Medeiros, a ação contesta a diplomação do atual prefeito do município Raimundo Magalhães (PRB) ocorrida no dia 16 de abril deste ano. O argumento utilizado pelo vereador para tentar anular a posse do prefeito é o mesmo que foi usado em outro processo movido pelo PHS, PRP, PMDB, PSD e PTB e que foi derrubado pelo TRE-AM e encerrado (trânsito em julgado) no dia 13 de maio.

Iranilson, que atuou quase dois meses, como prefeito interino de Coari, alega que Magalhães que só recebeu 28,5% dos votos válidos não pode ficar no cargo de prefeito. Ele pede que os votos do terceiro colocado no pleito, o ex-prefeito Arnaldo Mitouso sejam anulados porque, à época da eleição, ele estaria inelegível por conta de condenação por homicídio emitida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). Mitouso obteve 28,36% dos votos validados. Os votos do primeiro colocado, Adail Pinheiro (43,01% do total), foram anulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 17 de dezembro do ano passado. As duas votações superam 70% dos total e, segundo o Código Eleitoral, quando mais de 50% da votação é cancelada realiza-se novo pleito. Essa tese já foi refutada pelo TRE-AM no julgamento do primeiro recurso, o dos partidos. Um dos pontos levantados é que o processo de impugnação do registro de candidatura de Mitouso foi arquivado no final de 2012. No atual processo, parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) manifesta-se contra o pedido de anulação do pleito.

Em Brasília, o processo que cassou o registro do ex-prefeito Adail Pinheiro ainda não foi concluído. Ainda resta a análise de um recurso. O caso está pronto para julgamento após pedido de vistas (análise) do ministro Luiz Fux. Adail, que foi condenado pelo TJ-AM por exploração sexual de crianças e adolescentes encontra-se preso em um quartel da PM em Manaus.

Instabilidade

Com a prisão de Adail Pinheiro no dia 8 de fevereiro de 2014, Coari passou a ser comandada pelo vice-prefeito Igson Monteiro, que renunciou um ano depois, deixando o cargo para o irmão Iliseu, o presidente da Câmara, que foi substituído por Carlos Alves e depois por Iranilson Medeiros. Em abril deste ano, Raimundo Magalhães foi empossado.

FONTE: http://acritica.uol.com.br/noticias/Acao-anular-eleicao-Coari-TRE_0_1399060097.html

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Dana White diz que Aldo x McGregor deve acontecer no estádio do Dallas Cowboys


Manaus - A intenção inicial do presidente do UFC, Dana White, era realizar a luta entre José Aldo e Conor McGregor, valendo a unificação do cinturão dos penas, em Las Vegas. Mas um show de Andrea Bocelli, agendada para o MGM Grand Garden Arena, mudou os planos da organização. Em entrevista ao programa Sportsnet, do Canadá, reproduzida no Brasil pelo site Lancenet!, Dana White afirma que o combate deve acontecer no estádio do Dallas Cowboys, na cidade de Dallas, no Texas, provavelmente no dia 5 de dezembro. "

"É verdade, estamos olhando para o estádio do Dallas agora. Andre Bocelli está agendado no MGM Grand. A luta de Conor McGregor teve um impacto de US$ 200 milhões (cerca de R$ 600 milhões) na cidade de Las Vegas. E esse número é antes das pessoas tirarem um dólar do bolso para apostarem. Foi um impacto de mais de 200 milhões. Acho que Bocelli terá um impacto de dois dólares na cidade, mas provavelmente vamos ao estádio do Dallas", decretou o dirigente, sem esconder sua revolta com o fato de perder o MGM para a luta do ano.  A intenção do UFC em fazer um evento num estádio de futebol é antiga, e Dana acredita que este é o melhor combate possível para isso. "Conor só tem cinco lutas no UFC e é global, um fenômeno global. Não só pelos números de vendas de pay-per-view. Ele é grande em todo lugar. Acho que você tem de ir a esse estádio com a luta certa. A luta entre Aldo e McGregor é ainda maior do que era antes. Muita gente pensava que McGregor não poderia bater um wrestler, ele fez aquilo, e a luta está ainda maior agora. Claro que vamos montar um card incrível e acho que podemos fazer isso em Dallas. Obviamente se um dos dois sai da luta seria devastador no estádio do Dallas, mas acredito que ele (Aldo) vai aparecer para essa luta, tem muito dinheiro em jogo, ele quer aperecer e quer lutar".

fonte: http://new.d24am.com/esportes/lutas/dana-white-aldo-mcgregor-deve-acontecer-estadio-dallas-cowboys/137350

Condenados da 'Operação Vorax' são considerados foragidos

Carlos Eduardo Pinheiro, Adriano Salan, Paulo Bonilla e Haroldo Portela são considerados foragidos da Justiça. Cabe à Polícia Federal fazer cumprir a sentença de prisão preventiva

O irmão do ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, Carlos Eduardo Pinheiro, o ex-secretário de governo Adriano Salan, o ex-secretário de Obras Paulo Bonilla e o ex-assessor de comunicação Haroldo Portela são considerados foragidos da Justiça. A informação foi encaminhada pela Polícia Federal à 2ª Vara da Justiça Federal no Amazonas, segundo a assessoria de comunicação do órgão. Os mandados de prisão encontram-se com a Policia Federal, a quem cabe as diligências para cumprimento da decisão emitida pelo juiz Marllon Souza no dia 29 de junho. O magistrado, ao proferir a sentença que condenou 20 réus por participação no esquema de fraudes em licitações no Município de Coari, determinou que cinco deles não recorreriam em liberdade. Apenas o ex-subsecretário de Obras Paulo Sérgio Moreira se entregou à Polícia Federal na segunda-feira da semana passada. No dia seguinte,  foi encaminhado ao Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat).


Salan, Bonilla, Portela, Carlos Eduardo e Paulo Sérgio tentam, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, derrubar a ordem de prisão preventiva. Em decisão publicada no dia 17 de julho, o desembargador federal Italo Fioravanti Mendes negou o pedido liminar (urgente) feito por eles.
Os advogados dos réus recorreram e o caso será levado à 4ª Turma do TRF1. Esse colegiado é formado por três magistrados. Além de Italo Mendes, fazem parte dele Hilton Queiroz e Olindo Menezes. As sessões de julgamento ocorrem às terças-feiras. E de quinze em quinze dias, há reuniões às segundas-feiras. Na quarta-feira da semana passada, a Justiça Federal no Amazonas encaminhou ao desembargador Italo Mendes informações à respeito dos habeas corpus (pedido para evitar a prisão dos cinco condenados), segundo dados do sistema de acompanhamento de processos no site do TRF1.

Um dos argumentos utilizados pelo desembargador para manter a prisão preventiva foi o fato da organização criminosa investigada pela operação Vorax ainda representar uma ameaça a testemunhas em Coari. Ele também considerou a manutenção da ordem pública diante da possibilidade de distúrbios sociais. “Notícias há, ainda, de que persistem as ameaças a testemunhas de crimes em Coari/AM, causando terror nos moradores daquela localidade, conforme recentemente noticiado pela imprensa local  e nacional, o que denota que não cessam os desmandos da organização criminosa em tela”, diz um trecho da decisão do desembargador Ítalo Mendes.

Esquemas de fraudes em licitações

Juntas, as penas dos 20 réus condenados no processo originado da operação Vorax totalizam 282 anos de prisão. Considerado o principal articulador e beneficiário de o esquema, que, segundo o MPF, teria fraudado licitações de quase R$ 30 milhões de obras e projetos financiados pelo Governo Federal ou com verbas dos royalties do petróleo, Carlos Eduardo Pinheiro foi condenado a 41 anos e quatro meses em regime inicialmente fechado. Além de multa no valor de R$ 323,7 mil. E 1.088 dias multa (cada dia multa equivale a um quarto do salário mínimo à época dos crimes).


Contra essa decisão ainda cabe recurso, primeiro  na Justiça Federal do Amazonas, depois no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. O caso também ser levado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde o dia 3 deste mês, consta no sistema de andamento processual da 2ª Vara Federal a apresentação de recurso de apelação e de embargos de declaração. Este último serve para aclarar possíveis pontos obscuros da decisão. A segunda maior pena foi imposta a Paulo Sérgio Moreira. Foram 39 anos, três e 26 dias de prisão, 852 dias-multa e mais multa de R$ 264,1 mil. Haroldo Portela ficou com a terceira maior pena: 32 anos e oito meses de prisão, 505 dias-multa e multa de R$ 276,5 mil.

Em números

23 É o número de dias que se passaram desde  a emissão da sentença de prisão preventiva assinada pelo juiz federal Marllon Souza contra cinco dos 20 réus condenados da operação Vorax.

fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/AS_0_1397860246.html

terça-feira, 21 de julho de 2015

Prisão preventiva dos réus da Operação Vorax não é cumprida

Até a última segunda-feira, 20, havia apenas um registro de cumprimento dos cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça há 22 dias

Passados 22 dias do decreto de prisão preventiva de cinco dos 20 réus condenados no processo da operação Vorax apenas o ex-subsecretário municipal de Obras da gestão de Adail Pinheiro, Paulo Sérgio Moreira,  foi conduzido ao Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Não há registro do cumprimento dos mandados de prisão expedidos pelo juiz federal Marlon Souza contra o ex-secretário municipal de governo Adriano Salan, o ex-secretário de comunicação Haroldo Portela, o ex-secretário de Obras Paulo Bonilla e o irmão de Adail, Carlos Eduardo. Na última segunda-feira, 20, ao ser questionado pela reportagem a respeito do cumprimento dos mandados de prisão desses réus, o delegado federal Alexandre Silveira, que responde interinamente pela Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, disse que a informação deveria ser buscada na Justiça Federal. “Não tenho informações sobre isso. A orientação dada pelo juízo federal é  para evitar qualquer tipo de comentário a respeito deste caso. E de que essas informações devem ser buscadas na Justiça Federal”, disse o delegado federal.

O setor de comunicação da Justiça Federal disse que não tinha informações sobre a prisão preventiva dos cinco condenados. A secretaria da 2ª Vara da Justiça Federal, órgão de onde foi emitida a condenação e os mandados, disse que as informações teriam que ser procuradas no setor de comunicação. O  processo da operação Vorax, investigação da Polícia Federal que, em  maio de 2008, desarticulou uma quadrilha que fraudava licitações na Prefeitura de Coari (a 370 quilômetros de Manaus) tramitava sob segredo de Justiça. Contudo, depois da sentença, emitida no dia 29 de junho, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a liberação do processo e foi atendido.

Encarcerado

Na terça-feira da semana passada, Paulo Sérgio Moreira se entregou à Polícia Federal. No dia seguinte, deu entrada no Ipat. Na última segunda-feira, 20, Ao ser questionado sobre as medidas tomadas contra a decisão do desembargador federal Italo Fioravanti Mendes, que negou um pedido de liberação da prisão preventiva de Salan, Rômulo Fernandes disse que já entrou com recurso. Ele enfatizou que o próprio magistrado pode rever a sentença ou levar para julgamento da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. O desembargador também negou os  pedidos de Carlos Eduardo, Haroldo Portela, Paulo Bonilla e Paulo Sérgio para apelarem da  sentença da Justiça Federal do Amazonas em liberdade.

Condenados

A Justiça Federal condenou 20 réus do processo originado da operação Vorax a penas que variam de três a 41 anos de prisão. Três denunciados foram absolvidos: a irmã de Adail Pinheiro, Elizabeth Pinheiro Zuidgeest, a ex-secretária municipal de Finanças Rome Cineide Melo e Leila Menezes. Em quatro casos houve extinção da punibilidade: Acilmo da Silva Coelho, Edfranco Marinho da Silva, MIchael Wilkens da Cruz Gonçalves e Girlanildo da Costa Rodrigues. O réu com a maior pena é o irmão de Adail, Carlos Eduardo Pinheiro que foi condenado a mais de 41 anos de cadeia.  

Contra Adail

O processo contra o ex-prefeito Adail Pinheiro por conta da operação Vorax ainda se encontra no Tribunal  Regional Federal da 1ª Região (TRF1ª), em Brasília, porque a ação que cassou o registro de candidatura dele, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda não foi encerrada (trânsito em julgado). A denúncia contra Adail estava sendo julgada inicialmente na  Justiça Federal em Manaus e foi encaminhada a Brasília quando ele se elegeu prefeito em 2012 e adquiriu foro privilegiado. Hoje, a ação penal está sob a relatoria do desembargador federal Ney Bello. E não tem prazo para ser julgada. O MPF informou, na terça-feira da semana passada, quando divulgou a condenação dos 20 réus da Vorax que estuda a possibilidade de pedir a baixa do processo para o Amazonas. No TSE, o recurso do Ministério Público Eleitoral, que foi apresentado ainda em 2012, enquadrando Adail na Lei da Ficha Limpa, só foi julgado no dia 17 de dezembro do ano passado. O Diário Eletrônico da corte publicou a decisão no dia 19 de março deste ano. No dia 23 desse mesmo mês, a defesa do ex-prefeito entrou com um recurso que está pronto para ser julgado. O prefeito teve o registro de candidatura impugnado por possuir duas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por ter sido condenado pelo TRE-AM por abuso de poder político na campanha de 2008. Durante a operação Vorax, em maio de  2008, a Polícia Federal apreendeu no foro de uma casa de  conjunto habitacional construído pela prefeitura de Coari R$ 7 milhões. Esse recurso encontra-se sob a guarda da Justiça Federal. O processo da Vorax considerou apenas irregularidades em  recursos de convênios com a União e de  royalties do Petróleo.

fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/Prisao-preventiva-Operacao-Vorax-cumprida_0_1397860201.html

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Presos da delegacia de Rio Preto da Eva causam principio de rebelião na noite desta quarta

Ao total, 31 presos protestaram gritando e balançando as grades da cela pela falta de comida e espaço nas celas do 36° Distrito Integrado de Polícia (DIP), que possui apenas duas celas, com capacidade de quatro pessoas cada

A superlotação na delegacia do município de Rio Preto da Eva, na Região Metropolitana de Manaus (RMM), causou um princípio de rebelião por volta das 22h desta quarta-feira (15), segundo informações do comando militar do município amazonense. Ao todo, 31 presos protestaram gritando e balançando as grades da cela pela falta de comida e espaço nas celas do 36° Distrito Integrado de Polícia (DIP), que possui apenas duas celas, com capacidade de quatro pessoas cada.
Por volta das 23h, policiais da Rocam e do grupo Fera vindos de Manaus fizeram a retirada dos presos, transferindo 11 deles para a capital do local e transferiu 11 pra Manaus.

fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/Manaus-Amazonas-Amazonia-Presos-Rio-Preto-Eva-principio_0_1394860503.html

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Condenado da operação Vorax se entregou à PF, diz advogado

 

Manaus - O advogado Hélder Araújo Barbosa informou, ontem, que um de seus clientes, Paulo Sérgio Chagas Moreira, condenado a prisão preventiva pelo juiz da 2º Vara Federal, Marllon Sousa, por envolvimento em um esquema milionário de fraudes em licitação e desvios de recursos públicos, em Coari, se entregou, na última terça-feira, à Polícia Federal (PF). A informação não foi confirmada pela PF.  O juiz da 2º Vara Federal condenou 20 pessoas envolvidas no esquema de corrupção desarticulado em 2008, através da operação Vorax, realizada pela PF. Cinco delas tiveram a prisão preventiva decretada e não poderão recorrer em liberdade. As outras 15 responderão em liberdade.

Segundo o advogado Helder Barbosa, o engenheiro Paulo Sérgio Chagas, após passar a noite de terça-feira na PF, ontem, foi encaminhado ao Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Além de Paulo Sérgio, tiveram a prisão preventiva decretada o irmão do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro (PRP), Carlos Eduardo do Amaral Pinheiro, os ex-secretários de Administração do município, Adriano Teixeira Salan, e de Obras, Paulo Emílio Bonilla Lemos e o empresário Haroldo Portela de Azevedo. Nesta quarta-feira (15), não foi possível confirmar as prisões deles com a PF. O delegado Regional de Combate ao Crime Organizado (DRCOR) da PF no Estado do Amazonas, Franco Perazzoni, responsável pelo caso, disse que as informações sobre o cumprimento dos mandados de prisão só devem ser confirmadas com a Justiça Federal, que foi quem expediu a sentença de condenação. 

A reportagem também tentou confirmar, junto à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), se os cinco condenados que tiveram a prisão decretada deram entrada nas unidades prisonais do Estado. A assessoria de comunicação da Seap informou que, até as 16h de quarta, nenhum deles deu entrada no sistema prisional. A informação foi confirmada pelo secretário, coronel Luismar Bonates.  O advogado Hélder Barbosa informou que, além de Paulo Sérgio Chagas Moreira, também defende mais duas pessoas condenadas pelo esquema de corrupção de Coari, o empresário Paulo Emílio Bonilla Lemos, condenado à prisão preventiva, que, segundo Barbosa, está morando no Rio Grande do Sul, e o comerciante João Luiz Ferreira Lessa, que responderá a condenação em liberdade.

fonte: http://new.d24am.com/noticias/politica/condenado-operacao-vorax-entregou-advogado/137121

Além das penas de prisão, condenados da Vorax terão que pagar R$ 2,7 milhões em multas

Penas dos 20 condenados por crimes de corrupção em Coari variam de três a 41 anos de reclusão. Esquema  envolvia o direcionamento de licitações da prefeitura do município vencidas por meio de  'laranjas' ou por empresários convencidos a participar das fraudes

A Justiça Federal condenou a  41 anos e quatro meses de prisão, o  irmão do prefeito cassado de Coari,  Adail Pinheiro - Carlos Eduardo  Pinheiro -,  por participação no esquema de fraudes em licitações investigado pela Polícia Federal, em 2008, na operação Vorax. Outros 19 réus também foram sentenciados pelo juiz federal Marllon Souza, dentre eles o ex-secretário de Administração do município,  Adriano Salan, que junto com Carlos Eduardo e outros três condenados, tiveram a prisão preventiva decretada pelo magistrado e não poderão recorrer da sentença em liberdade. O teor da sentença foi divulgado ontem (14) pelo setor de comunicação do Ministério Público Federal (MPF), autor do processo.    Carlos Eduardo Pinheiro, que controlava nos bastidores construtoras que firmaram contratos  milionários com a Prefeitura de Coari, na segunda gestão de Adail (2005-2008),  também foi condenado a pagar  1.088 dias-multa (cada dia multa equivalente a um quarto do salário-mínimo à época dos crimes) e multa de R$ 323.759,81, segundo informações do MPF.


A Justiça concluiu que ele era um dos principais articuladores e  beneficiário do esquema criminoso que saqueou os cofres do município mais rico do interior do Amazonas.  O esquema  envolvia o direcionamento de licitações vencidas por meio de  “laranjas” ou por empresários convencidos por ele a participar das fraudes. Do esquema participavam empresários, secretários municipais e servidores públicos.

‘PODER DE MANDO’

A Justiça também condenou o empresário Haroldo Portela de Azevedo a 32 anos e  oito meses de prisão em regime inicial fechado e  pagamento de 505 dias-multa somados à multa de R$ 279.597,62 em valores  corrigidos.  Adriano Salan, que figura como réu em outro processo onde Adail Pinheiro responde por exploração sexual de crianças e adolescente, teve pena de  16 anos e um mês de prisão em regime fechado e  185 dias-multa. Carlos Eduardo, Adriano Salan e Haroldo Portela, de acordo com a Justiça,  “exerciam poder de mando, figurando, igualmente, como autores intelectuais dos diversos crimes engendrados pelo grupo”. O ex-secretário de Obras,  Paulo Emilio Bonilla Lemos, e o engenheiro Paulo Sério Chagas Moreira, que comandavam  a “indústria de falsificações” foram condenados a 29 anos e dez meses e 39 anos e três meses de prisão, respectivamente (ver lista ao lado). O MPF disse que recorreu da decisão para pedir a condenação dos réus por crimes pelos quais foram inocentados e para aumentar as penas.

Recursos da União e royalties 

O processo sentenciado pela Justiça Federal diz respeito apenas aos recursos originados de convênios com a União ou decorrente de repasses de royalties da exploração de petróleo na base de Urucu. No processo, o Ministério Público Federal aponta o superfaturamento de obras e serviços prestados ao Município de Coari durante a gestão de Adail Pinheiro na prefeitura municipal. Um exame amostral feito pela Controladoria Geral da União (CGU) apurou prejuízo superior a R$ 3,1 milhões em relação a recursos federais repassados ao município, além de outros R$ 3,8 milhões referentes às receitas de royalties pagos em decorrência da exploração de petróleo no município. Outra perícia constatou diferença de R$ 5,5 milhões entre o valor retirado da conta do município e a prestação de contas no exercício de 2001 e aplicação irregular de quase R$ 2,8 milhões resultantes de royalties. A investigação da organização criminosa que atuava em Coari  iniciaram  em 2004 a partir de representação encaminhada pelo MPF à Polícia Federal, que relatou haver irregularidades na execução de convênio firmado entre a prefeitura  e a União, por meio do Ministério do Meio Ambiente, para a construção de um aterro sanitário no município.

Propina para receber dívida

Durante depoimento à Justiça Federal, no dia 20 de junho de 2012, o empresário Fábio Souza de Carvalho disse que pagou R$ 494 mil ao ex-prefeito Adail Pinheiro, como condição para receber uma dívida que a prefeitura de Coari  tinha com a empresa dele, a Isa Construções. “Ele (Adail) disse que o recurso só seria liberado se ele tivesse uma contrapartida”, disse o empresário em depoimento prestado à Justiça naquela época. Fábio de Carvalho é um dos 29 réus do processo originado da operação Vorax. Ele foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão em regime semiaberto. Em 2012, ele contou à Justiça que  assumiu a administração da Isa Construções no final de 2007, por meio de procuração. Disse que a prefeitura do município de Coari devia à empresa R$ 988 mil por  serviços realizados no município. Ao tratar buscar o pagamento dos recursos,  Adail Pinheiro teria exigido 50% do valor. Senão o repasse não seria liberado. Fábio de Carvalho afirmou que pagou os R$ 494 mil em cheques, entregues na representação do Município de Coari em Manaus. Perguntado sobre quem teria recebido os cheques, o empresário disse não ter certeza, mas que deveria ter sido o então secretário 

 Saiba mais:  TRF

Adail Pinheiro não faz parte da lista de réus desse processo porque a denúncia contra ele foi encaminhada  ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região, em Brasília, no momento em que ele assumiu a prefeitura a partir de janeiro de 2012.


Lista de condenados da Operação Vorax

# Carlos Eduardo Pinheiro -  41 anos, 4 meses  e 41 dias em regime inicial fechado + 1.088 dias-multa+ multa de R$ 323.759,81.

# Adriano Salan - 16 anos, um mês e 15 dias em regime  fechado + 185 dias-multa.

# Haroldo Portela - 32 anos, 8 meses e 41 dias em regime fechado + 505 dias-multa + multa de R$ 279,5 mil.

# Paulo Bonilla -  29 anos, 10 meses e 11 em regime fechado + 505 dias-multa  + multa de R$ 449.202,60.

# Walter Ferreira - 13 anos, 10 meses e 22 dias em regime fechado + 302 dias-multa + multa de R$ 333.058,70.

 # Antônio Carlos Aguiar  -  9 anos e 3 meses em regime  fechado + 185 dias-multa.

# Fábio Carvalho -  Cinco anos e 9 meses em regime semiaberto.

# Flávio dos Santos Filho -  Cinco anos e 3 meses em regime  semiaberto + multa de R$ 269.338,47.

# Ezequiel Rocha - Sete anos em regime semiaberto + 112 dias-multa + multa de R$ 145.105,56.

# Luiz Neves de Mendes - Sete anos em regime semiaberto + 112 dias-multa + multa de R$ 103.516,17.

# Sônia da Silva Santos - Seis anos, 1 mês e 15 dias em regime  semiaberto + multa de R$ 169.761,36.

# Carlos  Bastos Santos - Cinco anos, 11 meses e 22 dias em regime semiaberto + multa de R$ 64.682,70.

# Magno  Raffa Santos - Cinco anos, 11 meses e 22 dias em regime semiaberto + multa R$ 64.682,70.

#  Jorge de Almeida -  13 anos, 9 meses e 21 dias em regime fechado + 139 dias-multa + multa de R$ 113,2 mil.

# Marilza  Barros -  Três anos, 6 meses e 18 dias em regime inicial aberto + 115 dias-multa.

# Paulo Sérgio Moreira -  39 anos, 3 meses e 26 dias em regime fechado + 852 dias-multa  + multa de R$ 264.174,26.

# Jacson Bezerra Lopes -  Seis anos, 8 meses e 15 dias em regime semiaberto + 115 dias-multa + multa de R$ 67.499,45.

# Ossias Josino da Costa -  12 anos, 9 meses e 21 dias em regime  semiaberto + 302 dias-multa + multa de R$ 3.123,30.

# João Ferreira Lessa -  14 anos e 21 dias em regime  fechado + 302 dias-multa  + multa de R$ 71.082,59.

#  Salustiano Freitas Júnior  15 anos, 11 meses e 17 dias em regime  fechado + 794 dias-multa  + multa de R$ 71 mil.

fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/VORAX_0_1393660676.html

PF deflagra operação para desarticular esquema de grilagem de terra em Iranduba

Um território que deveria ser usado apenas para atividades agrícolas e pecuárias era desmatado e dividido em lotes pela quadrilha

A Polícia Federal no Amazonas deflagrou na manhã desta quarta-feira (15) a ação policial denominada Operação Bela Vista, com objetivo de desarticular um esquema de grilagem e venda de lotes de terras no PIC (Projeto Integrado de Colonização) Bela Vista, localizado no município de Iranduba. As terras do PIC Bela Vista, que deveriam ser usadas apenas para atividades agrícolas e pecuárias por colonos do projeto Terra Legal, vinham sendo desmatadas e retalhadas em lotes pelos investigados. Segundo o apurado, a quadrilha também se utilizava de violência e ameaça contra os colonos, a fim de expulsá-los. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios utilizados pela quadrilha e um mandado de prisão preventiva contra o principal investigado, que atuava como corretor de imóveis na região. Também foi decretado pela Justiça Federal, a pedido da PF, o sequestro de bens dos principais envolvidos no esquema, no valor total aproximado de R$ 3,5 milhões. Este valor é a soma dos valores aferidos pela quadrilha (cerca de R$ 3,2 milhões) e os custos de reparação dos danos ambientais na área (R$ 300 mil), estimados pela perícia da PF.

fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/PF-deflagra-operacao-desarticular-Iranduba_0_1394260579.html

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Vorax: 20 envolvidos em esquema de corrupção em Coari são condenados pela Justiça Federal

Entre os condenados estão Carlos Eduardo Pinheiro, irmão do ex-prefeito Adail Pinheiro. Ele e outros quatro réus condenados tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e não poderão recorrer da sentença em liberdade

Uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) resultou na condenação de 20 envolvidos no esquema milionário de fraudes a licitações e desvios de recursos públicos desarticulado em 2008 no município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus), a partir da operação Vorax. Entre os condenados estão Carlos Eduardo do Amaral Pinheiro, irmão do ex-prefeito da cidade Adail Pinheiro e o ex-secretário de Administração da cidade, Adriano Teixeira Salan. A dupla e outros três réus condenados tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e não poderão recorrer da sentença em liberdade. O irmão de Adail Pinheiro recebeu a maior pena aplicada pela Justiça: condenado a cumprir 41 anos e quatro meses de prisão em regime inicialmente fechado, Carlos Eduardo Amaral Pinheiro deverá pagar ainda, em valores atualizados, 1.088 dias-multa (cada dia multa equivalente a um quarto do salário-mínimo à época dos crimes) e multa de R$ 323.759,81. Ele é apontado como um dos principais articuladores e ao mesmo tempo beneficiário do esquema criminoso instalado na Prefeitura de Coari, ora vencendo licitações por meio de “laranjas”, ora convencendo empresários a aderir ao esquema fraudulento.

Outros dois participantes do núcleo da organização criminosa também receberam penas severas na sentença. O empresário Haroldo Portela de Azevedo foi condenado a 32 anos e oito meses de prisão em regime inicial fechado e ao pagamento de 505 dias-multa somados a multa de R$ 279.597,62 devidamente corrigidos. Já Adriano Salan, ex-secretário municipal, deverá cumprir 16 anos e um mês de prisão inicialmente em regime fechado e terá de pagar 185 dias-multa. Os três, segundo a Justiça, “exerciam poder de mando, figurando, igualmente, como autores intelectuais dos diversos crimes engendrados pelo grupo”. O ex-secretário de Obras da Prefeitura de Coari, Paulo Emilio Bonilla Lemos e o engenheiro que prestava serviços para o órgão, Paulo Sério Chagas Moreira, que coordenavam o que a sentença chamou de “indústria de falsificações” foram condenados a 29 anos e dez meses e 39 anos e três meses de prisão, respectivamente, ambos em regime fechado. Os demais condenados eram funcionários públicos, empresários, representantes empresariais e contadores.

Os 20 réus foram condenados pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude a licitação, lavagem de dinheiro, crime de responsabilidade e dispensa ilegal de licitação, cada um de acordo com sua participação no esquema. Na sentença, a Justiça Federal retirou o sigilo dos fatos tratados na ação penal. O MPF recorreu da sentença para pedir a condenação dos réus por crimes pelos quais foram inocentados e também buscar o aumento das penas aplicadas. De acordo com o MPF/AM, o ex-prefeito de Coari Manoel Adail do Amaral Pinheiro não faz parte da lista de réus do processo sentenciado por ter voltado ao cargo de prefeito do município em 2012 e, por isso, voltou a gozar de foro por prerrogativa de função. Desde então, o processo referente à participação o então prefeito no esquema de corrupção foi desmembrado e passou a tramitar junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Com a cassação do mandato de Adail, em dezembro de 2014, o MPF analisa a viabilidade de requerer o retorno do processo para a Justiça Federal no Amazonas.

Montagens em série 

As apurações mostraram que o grupo simulava as licitações realizadas no município por meio da participação de diversas empresas em nome de laranjas, para que o vencedor sempre fosse algum integrante da organização criminosa que controlava a empresa de fachada. O vencedor se apropriava de parte do dinheiro e entregava a outra parte ao prefeito, muitas vezes sem que o produto ou serviço chegasse a ser entregue. Segundo a ação do MPF acolhida pela Justiça, mesmo nos casos em que o serviço ou produto era entregue pela empresa vencedora da licitação, o valor era superfaturado para que parte do dinheiro fosse desviado para a organização criminosa. Um exame amostral feito pela Controladoria Geral da União apurou prejuízo superior a R$ 3,1 milhões em relação a recursos federais repassados ao município, além de outros R$ 3,8 milhões referentes às receitas de royalties pagos em decorrência da exploração de petróleo no município. Em outra perícia, constatou-se diferenças de R$ 5,5 milhões entre o valor retirado da conta do município e a prestação de contas no exercício de 2001 e aplicação irregular de quase R$ 2,8 milhões resultantes de royalties.

Operação Vorax 

As investigações referentes ao caso tiveram início em 2004, a partir de uma representação encaminhada pelo MPF à Polícia Federal, que relatou haver irregularidades na execução de convênio firmado entre a prefeitura de Coari e a União, por meio do Ministério do Meio Ambi

                      
Durante a realização da operação Vorax, em 2008, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão preventiva e apreendeu, entre diversos outros materiais e equipamentos eletrônicos, quase R$ 7 milhões em dinheiro no forro de uma casa localizada em um conjunto habitacional construído pela prefeitura, em Coari, que seriam apenas uma parte dos recursos públicos desviados pelo grupo.

fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/vorax_0_1393660659.html